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A arte romana
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A fundação da cidade de Roma data de meados do VIII a. C., numa altura em que o povo romano se concentrava em várias povoações, implantadas ao longo do rio Tibre. A partir da constituição da república em 509 a. C., Roma transformou-se numa grande cidade, a partir da qual teve origem o movimento de expansão territorial que, num primeiro momento se estendeu a toda a península itálica, dominando os Etruscos, para posteriormente englobar a Grécia, Cartágo, a Gália, a Hispânia e o Egipto. A pax romana implementada durante o período imperial, por Augusto, durou até ao século IV a. C., estendendo-se desde as ilhas britânicas até ao litoral africano e à Ásia Menor.

A arquitectura romana

A arte romana divide-se em dois momentos principais, determinados pelo contexto político: o período republicano que, iniciado em 509 a. C., se prolongou até metade do século I a. C.; e o período imperial, iniciado por Augusto em 27 a. C. e terminado em 476 d. C., data da Queda do Império Romano do Ocidente.
As primeiras expressões artísticas que se podem considerar especificamente romanas datam do século II a. C. A partir dessa data, as conquistas territoriais trouxeram inúmeras influências que foram gradualmente assimiladas de forma a criar um estilo único que, posteriormente, seria imposto a todas as regiões do império, originando um processo de uniformização cultural sem paralelo até então no mundo mediterrânico.

A arte romana, desenvolvida por um povo de guerreiros e de construtores é, apesar das pequenas diferenciações regionais, uma arte de síntese e essencialmente prática, pragmática e realista.

A arquitectura romana absorveu as ordens gregas, às quais acrescentou duas novas variantes. No entanto, as suas manifestações arquitectónicas, os edifícios e tipologias que inventou e a forma como utilizou os sistemas construtivos e gramaticais afastam-se radicalmente das experiências gregas.
Para além do sistema trilítico grego, os romanos empregaram abundantemente o arco, a abóbada e a cúpula, elementos construtivos que alcançaram uma monumentalidade pouco comum até esta altura.

A cultura romana encontrava-se essencialmente ligada à cidade e aos seus equipamentos privados e públicos. De entre os equipamentos públicos distinguiam-se aqueles que se implantavam junto ao Fórum (a praça central da cidade), como o templo e a basílica, e os que se localizavam noutros pontos do tecido urbano ou mesmo no exterior do recinto amuralhado, como as termas, os teatros e os anfiteatros. O templo romano, resultante do cruzamento da solução etrusca com a tipologia grega, continha um pórtico com colunas a partir do qual se passava para uma cella fechada. Colocado, tal como os congéneres gregos, sobre um alto envasamento, possuía igualmente cobertura de duas águas, rematada por frontões triangulares.


a arquitectura romana. Imagem Buchot

Um dos mais bem conservados templos romanos é a Maison Carrée de Nîmes, construído no século IV d. C.
O Panteão de Roma (118 e 128 d. C.), um templo construído para venerar todos os deuses, constituiu uma das mais notáveis excepções ao plano rectangular. Possuindo planta circular e cobertura em forma de cúpula semi-esférica, neste templo o espaço interior ganhou um desenvolvimento e uma qualidade pouco frequentes nestes edifícios.

A Basílica, grande sala de reuniões para a administração pública e para a justiça, apresenta a mesma vontade de exaltação do carácter áulico e monumental do espaço interior. Apresentava geralmente planta rectangular alongada, dividida em várias naves através de séries de colunas, e rematada, nos lados menores, por absides semi-cilíndricas. A grande Basílica, erguida em Roma pelo imperador Maxência representou o apogeu técnico e formal deste tipo de edifícios.
O teatro romano era normalmente construído, formando um volume semi-cilíndrico, contrariamente ao teatro grego que se ajustava ao relevo. Para além do teatro, os romanos criaram um novo edifício, o anfiteatro, uma estrutura complexa formada por uma bancada de forma elíptica que circunda uma arena. Esta tipologia teve o seu exemplo máximo no enorme Coliseu de Roma, construído entre 70 e 80 d. C.
Para além deste edifício de carácter público, os romanos desenvolveram várias tipologias residenciais, como o palácio, a domus e a villa, que atingiram neste período um altíssimo nível de conforto.

A villa ou domus eram as residências dos altos funcionários e das famílias nobres do império. Derivadas da tipologia etrusca, estas habitações voltavam-se para o interior, organizando-se simetricamente em torno de um pátio e eram geralmente rematadas por um jardim murado. A mais notável villa construída no período romano foi o grande palácio de Adriano, em Tivoli, iniciado em 118 d. C.

Em Portugal conservam-se alguns vestígios de villae romana, de entre os quais se destaca o conjunto de casas de Conímbriga.

Nas grandes cidade era frequente a existência de edifícios de habitação colectiva com comércio no piso térreo, chamados insulae.
De entre as grandes construções de engenharia erguidas pelos romanos destacam-se, pelo seu nível de desenvolvimento técnico, as pontes e os aquedutos, geralmente formados por vários níveis de arcadas, como se observa no aqueduto de Pont du Gard, construído próximo da cidade francesa de Nîmes. Arte Romana. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-08-24]. Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$arte-romana>.

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