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História da Suécia
Fotografias em Suécia

A Suécia é habitada desde 6000 a. C. Os Vikings suecos fundaram o principado de Novgorod entre os anos 800 e 1060 da era cristã. Em meados do século XII, os Suecos do Norte uniram-se aos Goths do Sul e aceitaram o cristianismo. Uma série de cruzadas levou a Suécia a submeter a Finlândia ao seu domínio. A Suécia, a Noruega e a Dinamarca estiveram unidas sob a dinastia de Danish, entre 1397 e 1520. Gustavo Vasa foi eleito rei da Suécia, estabelecendo a linhagem dos reis Vasa até 1720. Nesta altura a reforma cristã atingiu a Suécia, mas foi o luteranismo que triunfou como religião oficial do Estado. No século XVII a Suécia teve um grande poder na região do Báltico. O mais proeminente dos monarcas Vasa, Gustavo II, aliou-se aos protestantes alemães nas suas guerras contra os católicos austríacos. O estatuto de nação poderosa da Suécia começou a decair no reinado de Carlos XII, que foi desastrosamente derrotado na sua invasão da Rússia em 1709.

História da Suécia

A morte deste na Guerra do Norte em 1718 marcou definitivamente o poder sueco na Europa. O fim do século seria marcado pela transição do absolutismo Vasa para um governo parlamentar. Embora a mudança tenha sido lenta, já que entre 1771 e 1792 o absolutismo foi restaurado por Gustavo III, a Suécia entrou nas guerras napoleónicas ao lado dos britânicos, mas a fraca liderança de Gustavo IV levou à perda da Finlândia para a Rússia em 1808. Gustavo foi deposto no ano seguinte, altura em que o marechal francês Bernadotte foi eleito príncipe da coroa com o nome de Carlos João. Nove anos mais tarde, em 1818, Carlos João tornou-se rei, sob o nome de Carlos XIV, estabelecendo uma nova dinastia. Apologista de uma política conservadora, manteve-se no poder até 1844, ano em que foi substituído pelo seu herdeiro directo.

Por sua vez, o seu filho Óscar I (1844/59) e o seu sucessor Carlos XV (1859/72) introduziram reformas liberais, incluindo o comércio livre, o melhoramento da educação e da representatividade do parlamento, o Riksdag.
Em 1905 a união das coroas da Suécia e da Noruega foi dissolvida, durante o reinado de Óscar II. Durante a Primeira Guerra Mundial, a Suécia manteve a neutralidade, mas o comércio entrou em rotura e a alimentação rareou. O período entre as guerras foi marcado pela ascensão do Partido Social-Democrata que adoptou uma política estratégica para ultrapassar a crise dos anos trinta. Com o eclodir da Segunda Guerra Mundial, a Suécia autodeclarou-se neutra e lutou com todos os meios para manter este estatuto.

Depois da guerra, passou a fazer parte das Nações Unidas, mas continuou a seguir a política de neutralidade recusando-se a fazer parte da NATO e da CEE. Desde então, o Partido Social-Democrata dominou a vida política, excepto no período de 1975 a 1982 e a partir 1991. Com a queda do bloco comunista, a Suécia abandonou a política de neutralidade, tornando-se membro da União Europeia em Janeiro de 1995. Os maiores receios da população sueca são as possíveis tensões raciais devido à entrada de imigrantes e refugiados da Finlândia, dos estados bálticos, da Itália, Grécia e Jugoslávia a seguir à Segunda Guerra Mundial. Um em cada dez cidadãos suecos nasceu no estrangeiro ou é filho de pais imigrantes.

Antigos os monumentos da Suécia
Antigos os monumentos da Suécia. Imagem E. Buchot

O curso tranquilo da vida política da Suécia foi duramente abalado em Fevereiro de 1986, quando o primeiro-ministro Olof Palme foi assassinado numa rua de Estocolmo, sem que até à data a polícia tenha apanhado o autor do crime. Olof Palme foi eleito primeiro-ministro em 1969 e levou por diante duas grandes reformas da Constituição. Reduziu as câmaras do Parlamento de duas para uma, em 1971, e em 1975 removeu os poderes constitucionais dos monarcas. Em 1976 foi derrotado, mas voltaria a governar em 1982 com um governo minoritário. Olof Palme teve de enfrentar as deterioradas relações com a União Soviética provocadas pelas suspeitas de violação das águas territoriais suecas pelos submarinos soviéticos.

A forma de governo na Suécia é uma monarquia constitucional em que o chefe de Estado é o rei, que tem uma mera função formal, e o chefe do governo é o primeiro-ministro. A constituição de 1809, emendada muitas vezes, baseia-se em quatro leis fundamentais: o acto instrumental do governo, o acto de sucessão, o acto de liberdade de imprensa e o acto de Riksdag. O Riksdag é o parlamento unicameral constituído por 349 membros eleitos por sufrágio universal.
Suécia. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-08-26].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$suecia>.

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